Maximizar mindfulness?

Original article was published on Artificial Intelligence on Medium


Falando apenas “maximize o número de pontos obtidos” um tipo de inteligência artificial estourou o placar de “river raid” – um antigo jogo. Precisou jogar “zilhões” de vezes, algo que ela faz em poucos minutos, o método importa menos que o resultado final. Ficou craque no jogo, para sempre.

Vale para qualquer jogo. Não é necessário que seja um aviãozinho voando sobre riozinhos para ela funcionar. Ela não tem frescura. Só objetivos.

“Me diga se esta radiografia de pulmão tem câncer”. Também, treinada com resultados anteriores, ficou craque para sempre.

Agora a novidade.

Quando vão “plugar” uma rede neural nos sentimentos de alguém ou alguéns?

E começo com um objetivo simples: maximizar não “pontos” – não há placar – mas sentimentos.

Sentimentos que podemos dizer para ela que são “melhores que outros”. (Sei, tristeza é tão importante quanto alegria, fingirei não existir esta sabedoria para simplificar ao menos o raciocínio).

Maximizar “calor”, “joy”, “mindfulness”. Podemos alongar a lista. Ela – a inteligência artificial – não tem preconceito. Aguenta tudo. Só quer objetivos.

Como ela atuará?

Podemos deixar ela decidir, esta é a melhor resposta, na verdade.

Mas comecei o pensamento desta postagem humildemente pensando apenas em música.

Humildemente deixando apenas um Spotify escolher playlists para nós humanos.

Mas aí, menos humilde, já me veio: melhor ainda deixar ela compor músicas.

Note que, como “river raid”, a cada instante ela pontua, ou não – medindo batimentos, oxigenação do sangue, hormônios, endorfina, sinapses, imagem do rosto, maciez da pele, tudo.

Percebe que tais “movimentos” pontuam menos, que movimentar “assim” antes de “assado” pontua mais do que os movimentos isoladamente. Compõe. Maximizando o quê? Tudo de bom.

Mas menos humilde ainda é não se restringir à música, no jogo da vida.